domingo, 14 de outubro de 2012

ALIMENTANDO FILHOTE COM PAPINHA



A alimentação dos filhotes com poucos dias ou semanas de vida deve ser efetuado com cuidado e critérios. Atualmente existem, no mercado, diversos alimentos destinados à alimentação de filhotes de aves. Marcas como CC-Albium, Beppler, Alcon que têm colocado à disposição do criador alimentos que atendem a este fim. Se possível devemos procurar alimentos voltados a psitacídeos. Nem sempre é possível esta escolha, sobretudo em lugares muito afastados dos grandes centros urbanos ou onde não haja grande saída de produtos para aves...

Atualmente a CC-Albium tem para venda alimentos especialmente voltados para filhotes de psitacídeos, caso das Calopsitas. Junto com as embalagens segue também a forma de preparo dos mesmos. Visto de regra o alimento - em pó - deve ser dissolvido em água morna e servido aos filhotes. Embora filhotes possam aceitar alimentos frios observa-se uma aceitação maior quando a alimentação se dá morna. Os filhotes podem, inicialmente, não aceitar de bom grado este tipo de alimento. Devemos, entretanto, insistir para garantir a vida da ave. Alguns criadores se utilizam seringas. Enchem-na de alimento e colocam dentro do bico da ave. A Cockatiel Society aconselha que os filhotes sejam primeiramente aquecidos e colocados sobre uma superfície devidamente 'acolchoada' por panos de forma que o filhote possa sentir o mínimo possível de frio. Abaixo, temos procedimentos mais detalhados nesta alimentação por seringa. Com o filhote de frente para você e a seringa na mão direita, entre com a seringa pelo lado direito do bico do filhote, diagonalmente, cerca de 40° em direção ao lado esquerda (onde fica a entrada do papo). Quando a seringa entrar no bico pressione lentamente para que o filhote reconheça a 'papinha'. Quando ele sentir e começar a pedir vá apertando a seringa levemente de forma a não encher totalmente seu bico de papinha e nem que aspire o ar, podendo engasgar. E desta forma vá alimentando o filhote. Segue foto abaixo de como proceder na alimentação com seringa.
Alguns criadores aconselham a alimentação através de colheres (tipo sobremesa) . Se possível 'entortadas' nas bordas de forma a criar um pequeno 'funil'. Pegamos o alimento e damos diretamente no bico da ave. Elas aceitam o alimento normalmente. (Veja foto abaixo)

Outros criadores pegam pedaços de madeira ou plásticos bem finos, colocam o alimento neles e, a seguir, no bico dos filhotes. Independentemente do método devemos sempre nos lembrar da delicadeza dos filhotes e procurar sempre tomar o maior cuidado possível. Sempre após a alimentação dos filhotes temos que proceder à limpeza dos mesmos, sobretudo nos bicos. Caso as penas fiquem sujas devemos umedecer um pano limpo em água morna e, delicadamente, proceder à limpeza da ave. O mesmo vale para o bico. A sujeira nos bicos pode favorecer a criação de fungos, prejudicando a ave. Pode-se utilizar uma haste de plástico com algodão na ponta ('cotonete'), umedecê-lo em água morna e proceder à limpeza do bico. Devemos proceder à alimentação dos filhotes sempre que eles estiverem com aproximadamente 10% do papo vazio. Abaixo segue tabela para auxiliar no controle da alimentação dos filhotes. Devemos atentar que muitos filhotes, mesmo com o papo cheio, ficam ainda pedindo mais alimento e nessa hora devemos deixa-los acomodados em seu lugar para ele parar com o choro. 

Para a alimentação dos filhotes podemos seguir estas recomendações abaixo:

Os filhotes deverão ter duas semanas de vida, no mínimo. Se você fizer antes, o pássaro provavelmente não sobreviverá. Lembre-se: este procedimento somente é aconselhável se estritamente necessário. Criadores comprovam que aves alimentadas normalmente pelos pais têm uma melhor saúde e uma maior longevidade ou se o mesmo for criado em condições muito próximas do ambiente normal dos pais. Prepare a mistura seguindo estritamente as instruções na embalagem do produto. Esta mistura pode ser encontrada em casas especializadas. O filhote pode ser alimentado com uma colher ou seringa normal (fica ao critério do criador). Não fique surpreso com os sons que os filhotes emitem durante a alimentação.

             Tabela com os horários para alimentação de filhotes

  3ª SEMANA       4ª SEMANA      5ª SEMANA      6ª E 7ª SEMANA      8ª SEMANA
   07:00 - 11:00       07:00 - 12:30    07:00 - 15:00      07:00 - 22:00               22:00
  15:00 - 19:00       17:30 - 21:00         22:00
    23:00                        22:30

O filhote provavelmente estará independente por volta de 10 a 12 semanas. Daí ele estará “desmamado”. A partir deste ponto prosseguir com a alimentação normal de calopsitas. A partir de um mês e meio de vida (6 semanas ) deixe um pouco de ração na gaiola. O filhote irá aos poucos provando e paulatinamente mudando da papinha para sementes. Ao ver os pais comendo ou o criador oferecendo o alimento, serão assim desta forma estimulados a começar a comer as sementes. Da mesma forma começarão a provar outros alimentos como o milho verde. A partir do segundo para o terceiro mês podemos começar a fornecer apenas os alimentos normais. Um filhote saudável irá efetuar sozinha a transição. Não esqueça de ficar sempre observando o filhote e seu desenvolvimento. Verifique se está se alimentando de forma normal, se está comendo bem, se está sempre curioso com as coisas à sua volta. Uma ave demasiado quieta não é normal. Embora filhotes costumem dormir mais do que adultos devemos estar sempre atentos. Uma ave muito quieta pode ser sinal de algum problema maior, talvez mesmo necessitando a intervenção de um (a) veterinário (a).

ADESTRAMENTO DE CALOPSITA ARISCA


As calopsitas têm seu nome derivado de uma palavra alemã "kakatielje", que significa "pequena cacatua". O nome científico é Nymphicus hollandicus, que significa "Deusa da Nova Holanda", antigo nome da Austrália (entre 1700-1800).
Com sua beleza exótica destacada pela crista ereta, ornamenta o ambiente onde está. Torna-se ainda mais atraente por seu tamanho médio, de cerca de 30cm, e grande diversidade de cores.
Permite compor viveiros com diversidades de espécies...
uma característica restrita à maioria das aves, aceitando com o seu temperamento pacífico também o convívio com pássaros menores.

As qualidades vão além. Não incomoda a vizinhança por não ser barulhenta e pode nos trazer alegrias adicionais, aprendendo a falar e assobiar. É ainda fácil de criar, pois come pouco, reproduz-se com facilidade e não é destruidora, além de viver bastante, em média 20 anos. A calopsita é bonita, fácil de criar e muito calma. Se acostumada desde filhote, aprenderá até mesmo a comer na mão, ser pega na mão e ficar no ombro.
Ainda que muitos criadores não recomendem criar a calopsita solta, pois temem que seja pisada por alguém ou atacada por algum outro bicho, há muita gente que opta por isso, pelo menos por um tempo. Muitas gracinhas e surpresas ela pode lhe oferecer.
Além de fiel, também é extremamente inteligente. Elas se apegam às pessoas da casa e normalmente quando as vêem, assobiam e se aproximam das grades da gaiola para as observarem de perto e acompanharem atentamente suas atividades. Se for educado desde pequenina com certeza será muito carinhosa e dócil. A crença que uma Calopsita é capaz de cantar apenas trechos isolados de músicas é puro mito, pois existem Calopsitas que chegam a cantar o Hino Nacional inteiro, outro mito que cai por terra é que as Calopsitas machos apenas cantam e não falam e vice-versa.
Uma Calopsita macho poderá falar tanto quanto uma fêmea, basta a frase escolhida por seu dono ser pronunciada diariamente preferencialmente quando ela for retirada da gaiola para receber as carícias de seu dono.
O melhor de tudo é que não existe o menor segredo para se adestrar este simpático animal, pois a conquista provém da paciência do dono em ensiná-las a cantar e a falar. A única dica que deixamos neste tópico é não interromper uma música para ensinar outra, para ensinar outras canções certifique-se primeiro de que ela aprendeu a primeira. Caso contrário você correrá o risco que ela misture trechos de várias canções simultaneamente, e ao mesmo tempo não aprenda nada. Alguns criadores usam fitas cassetes, CDs e programas de computador para ensiná-las a falar ou cantar.
Amansando Calopsitas

Antes de tudo tenha em mente que embora não doa muito, as calopsitas bicam. É a forma que elas têm de conhecer e experimentar tudo ao seu alcance.
Muitas vezes bica e utiliza a língua junto, para sentir o gosto. Outras vezes bicam levemente e repetidamente, em um ato de carinho. E, geralmente, antes de uma bicada mais forte, ela grita e avisa!
Raramente calopsitas mansas bicam com força e, no manuseio de calopsitas bravas, pode ser necessária uma luva, apesar de que como já mencionados a bicada não é das piores... Se desde filhotes são alimentadas e manuseadas, acostumam-se e ficam dóceis, chegando a pedir “cafuné”. Entretanto, quando se adquire uma mansa, pode levar algum tempo até ela se acostumar com o novo dono e o até então desconhecido ambiente.
Com paciência, presença constante e falando com ela, aos poucos ela vai se acostumando, mesmo reclamando, que se pegue nela.
Uma técnica bastante utilizada seria deixar o poleiro mais baixo para ficar mais próximo do alcance das mãos. No entanto, se a calopsita que adquiriu é brava você poderá acostumá-la dando comida pelo lado de fora. Nessa hora, com a gaiola no chão, aproxime a mão perto dela lentamente, até o momento em que ela se entregar. Pronto. A partir daí a interação só irá aumentar.
É muito importante salientar que infelizmente não há uma regra específica que seja infalível para o amansamento.
O relacionamento entre o dono e a ave é muito sutil, mas definitivamente ela é assustadiça: evite berros, movimentos bruscos e demonstre sempre carinho. Boa sorte.

DICA PARA CRIAÇÃO DE CALOPSITA EM VIVEIROS


A reprodução das calopsitas pode ocorrer em gaiolas ou viveiros, sendo possível a multiplicação das aves por meio de apenas um único casal ou no sistema de colônias, quando vários exemplares da mesma espécie são colocados juntos para procriação.
Embora a criação em colônias seja utilizada por vários criadores, muitos problemas podem ocorrer, tais como; os casais podem brigar pelo mesmo ninho e acabar retirando os ovos do local, brigas constantes entre machos, os casais costuma delimitar território e os ninhos de outro casal que invadirem este espaço serão agredidos, entre outras situações... 

Uma dica para aqueles que pretendem iniciar uma criação no sistema de colônias é colocar no viveiro os casais já formados. Quando morrer um integrante do casal, o correto é retirar a ave que sobrou e acasalá-la, separadamente, em outra gaiola, para depois soltá-la novamente no viveiro. Para a reprodução, dá-se a preferência por viveiros medindo 3,0 metros x1, 0 metro, x 2, 0 metros (comprimento, largura e altura).
Viveiros mais amplos devem abrigar os filhotes que já estão voando. Neste caso, devem medir4. 0 metro x 3.0 metros x 2 metros (comprimento, largura e altura), o que garante o exercício de voo e uma adequada distância de fuga. O piso deve ser, preferencialmente, de concreto, com escoamento para água e revestido com uma camada de areia. Tal providência é de grande eficácia, pois impede o acesso de roedores no viveiro e facilita a limpeza do local.

A tela pode ser galvanizada, podendo ser articulada (malha losangular) ou rígida (malha quadrangular ou retangular). O importante é que não permita a entrada de pardais e ratos no viveiro, devendo apresentar, para tanto, aproximadamente meia polegada e fio 18 (1/16 polegada). Pode ser fixadas em caibros de madeira resistentes ou em canos galvanizados de ¾ polegadas.

As paredes, de preferência, devem ser de alvenaria de tijolos de barro, rebocados, pela durabilidade, isolamento térmico e acústico e maior proteção para a entrada de roedores. O ideal é colocar apenas dois poleiros no interior do viveiro, para facilitar o voo dos pássaros, situados nas duas extremidades do local. O ninho deve ser instalado de tal forma que garanta fácil acesso as aves e rápida remoção por parte do criador, quando necessário. Tal providência facilita as vistorias, e principalmente o anilhamento dos filhotes. 

Por Alessandro Perin, jornalista e criador de aves.

OBS: As informações foram retiradas do livro Criação de Calopsitas, de Carlos E.C. Torloni.
 

Documentario



 A Calopsita se destaca pela sua beleza, ela ornamenta o ambiente onde está. Torna-se ainda mais atraente por seu tamanho médio, de cerca de 30 cm, e grande diversidade de cores. Permite compor viveiros com diversidades de espécies, uma característica restrita à maioria das aves, aceitando com o seu temperamento pacífico também o convívio com pássaros menores. As qualidades vão além. Não incomoda a vizinhança por não ser barulhenta e pode nos trazer alegrias adicionais, aprendendo a falar e assobiar. É ainda fácil de criar, pois come pouco, reproduz-se com facilidade e não é destruidora, além de viver bastante, em média 20 anos. 

É uma ave muito fácil de criar e por isso é recomendada para iniciantes e para quem quer ter pouco trabalho. É resistente à doenças. São aves fortes, que raramente adoecem. Com tanta saúde, a Calopsita vive muito e comumente morre de velhice.
 

Outra facilidade dessa ave é a procriação. Por ser criada há muito tempo em cativeiro, a Calopsita já está predisposta a reproduzir fora do ambiente natural sem grandes exigências. Não que a Calopsita dispense todas e quaisquer exigências para acasalar e botar ovos, mas as poucas de que precisa além de serem simples já são conhecidas, eficientes e estão divulgadas em literatura.
 

O fato de o macho e a fêmea diferirem fisicamente na maioria das mutações auxilia muito quando se pretende formar um casal. A Calopsita também é uma ótima mãe. Não é daquelas que rejeitam chocar os ovos ou cuidar dos filhotes e acabam por transferir ao dono parte das tarefas da maternidade. Muito pelo contrário.
 

Até na dieta a Calopsita simplifica a vida dos donos e criadores. É composta principalmente por ração e sementes, que se encontra com facilidade nas lojas, e os complementos são comuns, como frutas e verduras.
 

Originária da Austrália, é um Psitacídeo da família das Cacatuas. Na natureza alimenta-se de sementes, além de frutos e insetos. Diferentemente dos outros Psitacídeos que preferem o topo das árvores, costuma alimentar-se no chão.
 

Descrita cientificamente pela primeira vez em 1792, a Calopsita começou a fazer parte dos aviários europeus apenas em 1884 e teve maior expansão a partir de 1949 com o surgimento da primeira mutação, a Arlequim, na Califórnia.
 

São pássaros médios que requerem muito tempo e muita atenção, mas isso não significa que você se desfaça dele para adquirir outro pássaro. Você realça sua família com esse pássaro. A Calopsita geralmente mede 30cm de comprimento e pode viver bons vinte anos, se for bem cuidada, com dieta balanceada e atividades. Sua dieta consiste de sementes, frutas frescas e muita água fresca. Não é inconveniente, é um pássaro reacionário. São ótimos pássaros e podem ser deixados sozinhos por curtos períodos de tempo. Uma coisa sobre elas é que, como todos os pássaros, elas podem lhe bicar.

Receita da Farinhada


INGREDIENTES:
=> 200 gramas de farinha de rosca ou pão
=> 300 gramas de fubá de milho branco
=> 100 gramas de leite em pó desnatado
=> 200 gramas de flocos de cereais (Neston)
=> 200 gramas de gérmen de trigo
MODO DE PREPARO:
=> Para preparar a farinhada basta misturar todos os ingredientes e guardar em um pote bem fechado. Caso você tenha poucos filhotes pode diminuir a quantidade dos produtos.
=> Para cada ovo cozido e passado pela peneira misture duas colheres bem cheias da mistura acima. Sirva de manhã e a tarde e não guarde um dia para o outro pois pode azedar.
=> Você também pode misturar cenoura ou beterraba ralada um pedaço de alho triturado ou suplementos prontos como o Proteinato de Cálcio e o Premix Vitamínico.
=> Alguns Pássaros não gostam muito de farinhada, para que eles passem a gostar de comer, cozinhe algumas sementes como a colza e o Níger e mistura, quando eles forem comer as sementes vão acabar comendo a farinhada e gostando do sabor.

Gaiolas e viveiros


Calopsitas podem ser criadas em gaiolas muito grandes de 1,0 X 0,5 X 05 metros para um casal. Pode ser colocado um ninho de madeira do lado de fora (com um tamanho aproximado de 20 X 20 cm de frente com entrada redonda e 35 cm de comprimento). Atualmente encontram-se à venda ninhos prontos para calopsitas. Porém muitas vezes eles não têm a qualidade ou atendem às nossas necessidades. Nestes casos devemos ou fabricá-los ou encomendá-los a quem os faça. Alguns criadores recomendam a instalação de dois poleiros de diâmetros diferentes. Há aqueles que adotam poleiros que contém uma lixa fina na parte inferior do poleiro. Desta forma as unhas das aves são automaticamente 'lixadas', evitando problemas de excesso de comprimento. Algumas aves, porém, podem acabar tendo uma espécie de 'alergia' nas patas. Desta forma vale a pena observá-las quanto a isto. Nas limpezas das gaiolas nunca devemos esquecer, também, limpar os poleiros.
Os gaiolas devem ser preferencialmente retangulares (evite os de formato arredondado ) e de arame ( nunca de madeira - as calopsitas adoram roer madeira ) . Mesmo o arame deve ser visto como um item à parte de forma a facilitar sua limpeza. Deve-se optar por arames galvanizados ou, melhor ainda, os encapados que podem mais facilmente ser limpos (embora saiam mais caro). Estes gaiolas devem ser instalados em um quarto ou outra dependência ventilada sem, entretanto, ter correntes de ar. As correntes de ar, sobretudo em tempos mais frios, são um enorme problema para aves. Preferencialmente devem-se posicionar as gaiolas de forma a que possam receber o sol da manhã. A exposição ao sol é necessária para as aves da mesma forma que para os humanos. Caso as gaiolas acabem ficando muito tempo expostos ao sol ( problema sobretudo no verão ) é de bom senso fornecer anteparos que criem sombras e possam, assim, proteger as aves da exposição excessiva. O melhor a fazer é deixar a própria ave ter a opção de escolher a exposição que mais lhe convém. Não se esquecer de fornecer bebedouros, comedouros e uma 'banheira' para as aves. Atentar para estas banheiras. Retirá-las o mais breve possível após o seu uso pois as aves podem vir a beber desta mesma água e ter problemas de saúde. Deixar espaço para fornecer as demais alimentações como milho, verduras, frutas, legumes, farinhada.
Viveiros podem ser criados tendo como padrão o tamanho de três X um X dois metros para um casal. O viveiro pode ser composto de tijolos de barro rebocados ou blocos de cimento revestidos com argamassa ou placas de cimento. A cobertura pode ser efetuada com telhas de cerâmica preenchendo de 1/3 a 1/2 do teto. Deve ser dada atenção, sobretudo à proteção dos comedouros, bebedouros e dos eventuais ninhos. A tela utilizada pode ser de 1/2 polegada e fio 18. O piso pode ser de concreto com ligeira queda e saída para escoamento das águas. Não devemos nos esquecer dos poleiros, vasilhas de barro ou louça e da destinação de uma para que possa ser utilizada como 'banheira' pelas aves ( vide o item acima dos gaiolas, o mesmo processo se aplica aqui). Algumas pessoas decidem trocar os poleiros convencionais por arbustos ou pequenas árvores, fornecendo um visual melhor e mais naturalidade para as aves. Nestes casos devemos conhecer a flora que estamos fornecendo para nos assegurarmos que não irá dar problemas com as aves. (Lembre-se sempre que as aves bicam praticamente tudo). Da mesma forma que os gaiolas os viveiros devem ser dispostos de forma a receber o sol da manhã ( tendo os já comentados anteparos ) . Podemos proteger os viveiros dos ventos por paredes, quebra-ventos, cercas vivas. Em casos de necessidade pode-se instalar um revestimento de plástico resistente e retrátil. Mas atentar que as aves podem fazer um grande estrago neste revestimento. Daí a necessidade de ser retrátil e utilizar apenas quando necessário. 

Da mesma forma elas podem mesmo comer parte da parede ou mesmo do concreto (!). Isto é normal e não acarretará problemas a suas aves, apenas ao seu bolso.

Não nos devemos esquecer da higiene necessária ao ambiente em que as aves irão ficar. Devemos regularmente desinfetar gaiolas, ninhos, bebedouros, comedouros, tudo que se refere às aves. É aconselhável a limpeza utilizando produtos especialmente destinados a isto como, por exemplo, Kilol-L. Utilizar sempre os produtos que são facilmente degradáveis e que agredirão o mínimo possível suas aves. Uma intoxicação da ave por produtos químicos que normalmente usamos em casa podem ser fatais mesmo com um contato mínimo. Infelizmente isto nem sempre é adotado pelo criador. As aves acabam morrendo sem causa aparente e sem que o criador tenha a mínima noção do problema.

Não utilizar jornais nas forragens em gaiolas. Jornais são impregnados com chumbo e já tivemos notícias de diversos criadores que tiveram suas aves mortas por esta intoxicação. Utilizar papel pardo ou rosado em seu lugar. Ou então se utilizar das serragens que normalmente são vendidas em pet shops. Além de representar um risco bem menor a serragem proporciona melhor absorção da umidade e, em consequência, acaba gerando menos odores ruins ao ambiente. Procure utilizar serragens de florestas replantadas, se possível. Atualmente o custo da compra de serragem em lugar de jornais acaba saindo mais em conta do que os próprios jornais.

sábado, 22 de setembro de 2012

Criação


Geralmente, as calopsita não são difíceis de criar. O ninho é construído numa caixa de ninho fechada que deve Ter entre 35 e 38 centímetros de altura, com uma largura e uma profundidade de 25 centímetros, bem como uma abertura com 7 e 8 centímetros.
Consoante a idade e condição física da fêmea, a gestação pode variar entre três e nove ovos. A fêmea choca os ovos durante 18 a 21 dias, aproximadamente e é auxiliada pelo macho. As crias são alimentadas por ambas as aves adultas, mas principalmente pela fêmeas.
A plumagem tem início após quatro ou cinco semanas, aproximadamente. As crias continuam a ser alimentadas pelos progenitores, mas ao fim de sete ou oito semanas são totalmente independentes. Durante toda a época de gestação, deve proporcionar às aves uma ração diária de alimento à base de ovos e alimentos verdes frescos, além da mistura de sementes. Por volta dos seis meses de vida, as calopsita atingem, a maturidade sexual. Antes dessa fase, os machos não terão ainda adquirido a plumagem definitiva.