domingo, 14 de outubro de 2012

ASCARIDIA SP ( ASCARIDÍASE )(Doença)


A infecção por Ascaridia é relativamente comum nas aves, inclusive nas oriundas da natureza. Acomete preferencialmente proventrículo e intestino delgado de diversas espécies.
O ciclo do parasita é direto e a larva torna-se infectante no ovo após duas a três semanas. Quando os ovos são ingeridos pelo hospedeiro, as larvas eclodem e migram pela mucosa, retornando ao lúmen nas formas maduras.
Os parasitas competem com o hospedeiro por nutrientes, prejudicando o estado geral da ave (caquexia). Os sinais clínicos associados à ascaridíase incluem perda de peso, anorexia, má absorção de nutrientes, anormalidades no crescimento dos filhotes, diarréia e morte. Os animais jovens são mais sensíveis.
O grande número de áscaris pode causar obstrução intestinal. Por isso, recomenda-se inicialmente o uso de anti-helmintícos suaves, como a piperazina, para reduzir a população parasita gradativamente. As formas adultas de A. galli podem perfurar a mucosa intestinal e caírem na cavidade celomática provocando peritonite. As larvas de A. columbae podem invadir a mucosa intestinal e chegar ao fígado e pulmões pela corrente circulatória. Pode haver migração larval para o parênquima hepático e ducto pancreático causando hepatite necrótica severa. Pode acontecer de vermes adultos migrarem pelos dutos biliares, ulcerandoose obstruindo-os, alcançando o parênquima hepático e causando infecções ascendentes. Os vermes podem alterar a flora intestinal, favorecendo a colonização do trato digestivo por bactérias patogênicas.
Na necropsia pode-se ver enterite hemorrágica e vermes adultos, hepatomegalia, esplenomegalia, e dilatação das alças intestinais quando ocorre obstrução. Histologicamente vê-se enterite leve à hemorrágica associada a um infiltrado inflamatório eosinofílico. Quandoocorre migração larval são visualizados múltiplos focos de necrose no parênquima hepático, células linfóides, eosinófilos e células gigantes associadas às larvas. Pode existir proliferação dos ductos biliares, fibrose portal e metaplasia óssea.
O exame de flutuação do conteúdo intestinal, nem sempre indica a presença de ovos de ascarídeos em animais infectados, pois os ascarídeos podem permanecer imaturos, não eliminando ovos.
O tratamento é feito com anti-helmínticos usuais: piperazina, mebendazol, fenbendazol, albendazol e pamoato de pirantel. A desverminação de aves com infestações maciças deve ser feita gradualmente com vermífugos suaves.

ASMA(doença)


A asma em pássaros é causada por poeira ou umidade, propiciando inflamação nos órgãos respiratórios. Evite colocar a gaiola em locais que permitam aos pássaros respirar gordura, fumaça de fogão ou tomar corrente de ar, como corredores, cozinhas e janelas.
Os primeiros sintomas da doença são dificuldade em respirar, chiado na garganta, muita sede, pouco apetite e uma piora acentuada à noite.
A asma não é totalmente curável. Há intervalos de alívio, mas a doença está sempre pronta a voltar. Caso o pássaro a contraia, remova imediatamente a gaiola para um lugar de temperatura mais quente e constante e leve-o ao veterinário para indicar o tratamento adequado.

ÁCARO KNEMIDOCOPTES(Doença)



Causa sarna de bicos, penas, e pés.

Vive sobre e sob a pele da ave, em galerias, promovendo coceira. Os ácaros penetram na pele do pássaro levantando-a. Com a evolução da doença a pele cai dando lugar a crostas esbranquiçadas, podendo, ainda criar feridas, pois o pássaro coça com muita freqüência a área atingida.
A contaminação por este ácaro é multifatorial, sendo que as principais são: umidade ambiental baixa, hipovitaminose A (deficiência de vitamina A), deficiências nutricionais...
O ácaro após infectar uma ave, pode ficar até dois anos, em forma latente (dormente), sem levar ao quadro clínico da doença. Causam lesões queretinizadas proliferativas (crostas) ao redor do bico (descamação), anus, pernas e pés.
Como profilaxia (prevenção): fazer quarentena e tratamento preventivo das aves.

Sintomas:

O pássaro passa a se coçar seguidamente ficando irrequieto na gaiola. Com a evolução do quadro podemos observar escamações de peleao redor do bico, anus, pernas e pés. Há casos em que as lesões chegam a causar deformações no bico e nas unhas

Tratamento:

Pegue a ave, abra a asa e pulverize com Piolhaves. Nas feridas empregar uma pomada a base de enxofre.

Prevenção:

4 ou 5 gotas de vinagre na água do banho ajudam a manter os parasitas longe. Pulverizações quinzenais com o produto Plumas Kleen (não borrifar sobre qualquer vasilhame usado na alimentação) mantém os piolhos e outros parasitas longe dos pássaros, funcionando, ainda como repelente de insetos.Cuidados com a higiene de gaiolas acessórios e ambiente, correção alimentar, ambiente de criação de aves deve ser bem ventilado e arejado, mas sem corrente de vento.

DICA PARA CRIAÇÃO DE CALOPSITA EM VIVEIROS


A reprodução das calopsitas pode ocorrer em gaiolões ou viveiros, sendo possível a multiplicação das aves por meio de apenas um único casal ou no sistema de colônias, quando vários exemplares da mesma espécie são colocados juntos para procriação.
Embora a criação em colônias seja utilizada por vários criadores, muitos problemas podem ocorrer, tais como; os casais podem brigar pelo mesmo ninho e acabar retirando os ovos do local, brigas constantes entre machos, os casais costumam delimitar território e os ninhos de outro casal que invadirem este espaço serão agredido, entre outras situações... 

Uma dica para aqueles que pretendem iniciar uma criação no sistema de colônias é colocar no viveiro os casais já formados. Quando morrer um integrante do casal, o correto é retirar a ave que sobrou e acasalá-la, separadamente, em outra gaiola, para depois soltá-la novamente no viveiro. Para a reprodução, dá-se a preferência por viveiros medindo 3,0 metros x1, 0 metro, x 2, 0 metros(comprimento, largura e altura).
Viveiros mais amplos devem abrigar os filhotes que já estão voando. Neste caso, devem medir4.0 metros x 3.0 metros x 2 metros (comprimento, largura e altura), o que garante o exercício de vôo e uma adequada distância de fuga. O piso deve ser, preferencialmente, de concreto, com escoamento para água e revestido com uma camada de areia. Tal providência é de grande eficácia, pois impede o acesso de roedores no viveiro e facilita a limpeza do local.

A tela pode ser galvanizada, podendo ser articulada (malha losangular) ou rígida (malha quadrangular ou retangular). O importante é que não permita a entrada de pardais e ratos no viveiro, devendo apresentar, para tanto, aproximadamente meia polegada e fio 18 (1/16 polegada). Pode ser fixada em caibros de madeira resistentes ou em canos galvanizados de ¾ polegadas.

As paredes, de preferência, devem ser de alvenaria de tijolos de barro, rebocados, pela durabilidade, isolamento térmico e acústico e maior proteção para a entrada de roedores. O ideal é colocar apenas dois poleiros no interior do viveiro, para facilitar o voo dos pássaros, situados nas duas extremidades do local. O ninho deve ser instalado de tal forma que garanta fácil acesso as aves e rápida remoção por parte do criador, quando necessário. Tal providência facilita as vistorias, e principalmente o anilhamento dos filhotes. 




BRINQUEDOS PARA CALOPSITA











CORTAR UNHA DA CALOPSITA


Outro item importante são as unhas, se as unha ficarem grandes demais, ele pode se machucar ou machucar você! Existem poleiros especiais importados que desgastam a unha, não são poleiros com lixa embaixo! 
A lixa colada no poleiro pode machucar a pele do pézinho. Você pode cortar a pontinha da unha com cuidado para não cortar os vasos sanguíneos (Como cães que tem unhas pretas e não dá para ver o vaso sanguíneo).
Se por acidente a unha dele começar a sangrar, tenha calma, aguarde um pouco, se não parar, você deve ter em casa um produto encontrado em casas de produtos veterinários que ajuda a estancar o sangue imediatamente. Se você não tiver, a alternativa será correr para o Veterinário. Então, MUITO CUIDADO!Na minha opinião, a maneira mais garantida é lixar a unha com lixas normais. Não tem segredo, só lixar um pouquinho e com cuidado. Olhe o desenho abaixo e veja por onde circula o sangue. Se o pássaro não parar quieto, enrole-o com uma toalha macia deixando apenas os pezinhos de fora. Pegue unha por unha com cuidado para não machucar os ossinhos dos dedos e lixe as pontinhas. Você vai precisar da ajuda de alguém para fazer esta tarefa.

ORGÃO REPRODUTOR DOS PÁSSAROS