Causas: Correntes de ar, aves em local de ar não renovado, bruscas
mudanças de temperaturas.
Sintomas: A ave perde o apetite, narinas obstruidas, bico aberto,
rouquidão e catarro, a ave não canta e fica agitada.
Tratamento: Colocar a ave separada numa temperatura de 30C e administrar
antibióticos e vitaminas A e D e aviobitina na água de beber.
domingo, 14 de outubro de 2012
ARRANQUE DAS PENAS
Infelizmente, ainda
na atualidade, trata-se de um mistério dentro da medicina veterinária. Mas
quando este problema nos bate à porta, das duas uma: ou nos habituamos ao fato
da nossa Calopsita viver sem penas ou então procuramos ajuda veterinária,
o que nem sempre é fácil.
Vamos aprender as
principais causas deste problema e alguns métodos de tratamento. O ato de
arrancar as penas é um fenômeno pouco entendido até mesmo pelos profissionais
de medicina de aves...
Existem muitos casos que são verdadeiramente impossíveis de se diagnosticar corretamente, fazendo-se apenas um tratamento sintomático! Mas afinal, que história é esta da minha Calopsita arrancar suas próprias penas?
Existem muitos casos que são verdadeiramente impossíveis de se diagnosticar corretamente, fazendo-se apenas um tratamento sintomático! Mas afinal, que história é esta da minha Calopsita arrancar suas próprias penas?
Definição
Trata-se de um
comportamento anormal e aberrante que certas aves (normalmente psitacídeos –
Calopsitas, papagaios, lóris, araras, etc.) exibem e que consiste na preensão,
mastigação ou mutilação das suas próprias penas ou das do seu companheiro mais
próximo.
As primeiras são
facilmente identificáveis, pois sobram as penas da própria cabeça (o bico não
chega lá!).
Não devemos
confundir esta patologia com a preensão normal das penas velhas durante a muda.
Portanto não se assuste se vir uma pena no bico da sua Calopsita!
Sintomas:
Estas Calopsitas
que possuem este horrível vício têm uma aparência horrível, começam por morder
as penas das patas ou as do peito, outras adoram as penas das asas ou mesmo as
da cauda. Em qualquer uma delas o aspecto é sempre de uma ave desmazelada com
as penas desalinhadas, e com vários graus de perda de penas pelo corpo.
Possíveis causas:
Representam 35 a 40
por cento dos casos. Muitas vezes, os donos não permitem fazer todas as
análises possíveis para determinar a verdadeira causa, portanto é provável que
esta percentagem seja bem maior.
O problema mais
vulgar é a má-nutrição. Se você tem um cão ou um gato compreende isto muito
bem: não é verdade que o seu animal, se pudesse, comeria só carne e bolos? Com
as Calopsitas acontece o mesmo. Eles se viciam em determinada semente ou fruto
e depois é difícil convencer a ave de comer toda determinada variedade de
alimentos que as rações comerciais têm disponíveis.
Se a sua Calopsita
for fã de sementes oleosas (girassol, por ex.) é fácil ficar obesa e isso é uma
das principais causas de arranque de penas. Isto porque (segundo esta teoria),
a acumulação de depósitos de gordura subcutânea pode irritar a pele.
Estes animais
voltam a ter a plumagem bonita quando o seu peso volta ao normal após uma dieta
específica.
As aves mais
propensas são as Calopsitas e os papagaios. Caso a dieta contiver níveis
inadequados de certos componentes alimentares essenciais à muda, tais como
arginina, riboflavina, niacina ou selênio, poderá causar stress na plumagem.
As raízes das penas
vão-se ressentir e ao fim de algumas semanas a sua antes tão linda Calopsita
estará se auto-depenando. Outro caso interessante é daquelas Calopsitas
completamente doidas e psicóticas que adoram o sabor das penas. Chegam mesmo a
emitir um som de alegria quando saboreiam o gosto da pena recém arrancada.
Este comportamento
pode ser interpretado como picacismo, uma condição que resulta da falta de
minerais essenciais (zinco por ex.).
Mas tome cuidado!
Não lhes dê tanta vitamina, pois se a ração comercial que você utiliza estiver
dentro do padrão alimentar recomendado pelo fabricante você não necessitará
suplementar. Isto poderá conduzir a uma doença hepática ou pancreática com
conseqüências graves, uma das quais é arrancar as penas.
Normalmente após a
dieta voltar ao normal, a saúde da ave também voltará. Existem também doenças
infecciosas que poderão induzir ao arranque das penas. Entre elas destacamos: A
aspergilose (fungo que se deposita nas vias respiratórias), Candidíase
(levedura) e infecções bacterianas.As Calopsitas são propensas à giardíase
(protozoário intestinal que dá muito comichão) que se pode manifestar pelo
arranque de penas sobre as asas, costas ou no ventre. Doenças do fígado poderão
causar comichão na pele das pessoas e aparentemente o mesmo acontece nas aves.
Isto poderá acontecer quando há extravaso de ácidos biliares do fígado para o
sangue, que quando em circulação nos vasos subcutâneos dá origem a prurido.
O diagnóstico é
fácil, basta pesquisar os tais ácidos biliares em uma amostra de sangue.
Qualquer outra doença que cause inflamação do organismo, seja em qualquer
região do corpo, poderá sugerir à Calopsita para arrancar as penas. Por outro
lado este vício conduz a infecções secundárias que poderão também produzir
toxinas e mais comichão ainda, agravando o ciclo vicioso. Parasitas tais como
ácaros ou piolhos são extremamente raros, mas jamais deverão ser descartados
pelo veterinário. Para um diagnóstico mais seguro, podem-se fazer esfregaços
das raízes das penas, análises do sangue, radiografias, endoscopia ou biópsias
da pele.
Outra causa deste
mal que assola muitos criadores são as alergias. Sim, a sua Calopsita pode
sofrer de alergia inalatória (pólen, bolores) e mesmo ser alérgica ao fumo do
tabaco (existiu um caso no E.U.A, de um papagaio amazonas que tinha alergia nas
patas porque o dono segurava-o com as mãos “sujas” de cigarros).
Além disso, as
Calopsitas podem se contaminar com alergia umas das outras ou de outros
animais. Alergias alimentares é um campo praticamente desconhecido, mas sabe-se
que algumas aves são alérgicas aos corantes de certas rações. As aves alérgicas
respondem bem a banhos de água com babosa.
Intoxicações são
outras possíveis causas, normalmente quando as Calopsitas roem tinta descascada
de parede ou outras superfícies.
Os metais pesados
são muitas vezes responsáveis (chumbo, cobre e até mesmo zinco). Outra forma de
intoxicação é a inalação ou ingestão de produtos de limpeza que estejam em seu
alcance.
Causas emocionais:
Apesar de
extremamente subjetivo, vamos apresentar algumas situações que poderão conduzir
ao stress e arranque das penas. Muitas pessoas tendem a acariciar demais uma
Calopsita recém adquirida pelo menos durante os primeiros 12 meses.
Depois de passada a
novidade, alguns deixam de prestar tanta atenção, até porque certas pessoas
enchem-se de expectativas acerca dos seus animais de estimação e quando eles
não correspondem a essas expectativas, o pássaro pode acabar ficando em segundo
plano.
Em outras situações
a entrada de uma outra ave, ou animal de estimação ou até mesmo quando o dono
decide casar e ter filhos, a atenção passa a ficar dividida, a ave enche-se de
ciúmes e frustração e passa a arrancar as penas para chamar a atenção.
É engraçado que uma
Calopsita que conviva sozinha com uma família acabe escolhendo apenas um membro
favorito como seu parceiro.
Muitas vezes o
arrancar das penas traduz uma frustração sexual. A separação da ave do seu
companheiro humano pode ser uma experiência traumatizante.
Se outros humanos
estiverem assistindo às sessões de brincadeiras com o dono predileto, eles
poderão ser encarados como intrusos no seu relacionamento, podendo ser
rechaçados a bicadas e expressões de desafio.
Algumas Calopsitas
deliciam-se em arrancar as penas somente para ver o dono correr preocupadamente
para elas. Especificamente neste caso, você não deverá estimular este tipo de
comportamento, e não lhe deve dar importância, simplesmente ignore. Verá que
esta reação terá benefícios em longo prazo.
A título de
prevenção, não dê atenção exagerada para sua Calopsita se não puder manter esse
cuidado constantemente. Brinque com ela entre 1 a 2 horas por dia, mas o resto
do tempo permita-lhe ter a sua própria independência.
Deixar a televisão
ou o rádio ligado perto das Calopsitas é um fator positivo que estimula tanto a
visão como a audição das aves prevenindo o aborrecimento.
Sobretudo não
subestime a inteligência destes animais. Um ser vivo tão esperto e ativo como
as Calopsitas, é de se esperar que desenvolva problemas comportamentais tais
como arrancar as penas ou guinchar caso se aborreça dentro de uma gaiola por
falta de atenção ou estímulos para a brincadeira.
Falta de água e luz
solar:
Existe um mito
popular afirmando que se uma Calopsita se molhar ou apanhar uma corrente de ar
poderá morrer. Isto é falso! As Calopsitas necessitam tanto de banhos
regulares, como de luz solar (ou pelo menos luz artificial que imite a luz
natural).
Principais causas
do arranque de penas:
Má nutrição
Obesidade
Excesso de vitaminas
Doença do fígado ou
pâncreas
Aspergilose
Candidíase
Giardíase
Infecções de pele
por estafilococos
Intoxicações por
zinco, chumbo ou cobre
Irritação por causa
de detergentes de limpeza
Alergias
alimentares
Alergias a outros
animais
Alergia a tabaco ou
outros fumos
Dê banhos de
torneira em sua Calopsita pelo menos uma vez por semana, especialmente no
Verão, pois além de quente o nosso clima é muito seco nessa época do ano. As
Calopsitas são as aves que necessitam muito de banho, uma vez que a sua pele
produz uma espécie de caspa que deverá ser removida regularmente para que não
provoque comichões.
A radiação
ultravioleta é importante para a conversão da vitamina D essencial para haver
uma boa absorção de cálcio no intestino. A luz solar tem outros papéis
preponderantes no metabolismo delas, mas que somente agora a ciência começa a
descobrir. Portanto se não puder fornecer luz solar direta (sem ser por meio do
vidro da janela), adquira uma boa lâmpada fluorescente específica para o
efeito. Alterações ambientais desencadeadoras de stress.
Se bem treinada a
Calopsita irá obedecer á vários comandos (Do tipo: “dá a pata” ou “para cima”
ou “para baixo” etc.) isso dará segurança emocional ao animal. Se a sua ave
viver anos a fio no mesmo sítio, exposta às mesmas condições e de repente haver
alterações radicais no seu meio onde vive, é quase certo que vai haver arranque
de penas.
Obras em casa,
viver numa cozinha cheia de fumos e condimentos fortes, crianças abusivas que
não respeitam a ave ou ainda morar numa casa em que o casal não se entende e a
ave é que “paga o pato”.
Tudo isto e o que o
caro leitor possa imaginar, é mais que suficiente para transformar uma linda
ave de estimação em uma ave careca.
Mude a gaiola de
lugar regularmente. Troque os brinquedos com freqüência. Leve-a para passear
fora sempre que a temperatura ambiental permitir.
Tratamento para as
aves que arrancam as penas:
Primeiramente,
quando não há um diagnóstico correto, não há tratamento eficaz. Os exames
poderão ser parciais ou verdadeiramente impossíveis de serem efetuados em
certas clínicas. Mas se realmente esses testes derem positivo, não somente
tratarão com eficácia o problema das penas como provavelmente salvarão a vida
de sua Calopsita.
Somente quando
todas as análises efetuadas derem negativas é que se poderá pensar em problemas
psicológicos. A causa mais comum é realmente a dieta, portanto a sua resolução
não é dispendiosa.
Não esqueça de
fornecer uma boa ração orgânica completa e específica para Calopsitas (e acima
de tudo, que nem só de sementes vive a ave!).
Antiinflamatórios
naturais tais como a babosa são muito úteis, quer no banho ou por meio de
aspersão (1ml em um litro de água). Não se esqueça dos banhos regulares. Não é
normal uma Calopsita detestar água. Habitue ela desde cedo.
É claro que estes
problemas possuem um tratamento específico (antibióticos, antifúngicos – por
vezes a terapia poderá durar aproximadamente 6 meses! E a giardíase responde
bem ao metronidazol).
Caso você suspeite
que o problema de sua Calopsita seja alérgico, o melhor é remover a ave para
outra casa durante 3 meses. Se houver melhoras você terá que descobrir o
alérgeno responsável (caso seja o fumo, este poderá levar a conseqüências
drásticas).
No entanto, se você
suspeita de problemas comportamentais, deverá consultar o seu veterinário em
busca de aconselhamento. Sobretudo nada de mimar a sua Calopsita
exageradamente, para meses mais tarde não lhe dar mais importância alguma.
Apenas dê atenção á
ela o suficiente que você saiba que poderá manter. Castigue o mau comportamento
(basta colocar a ave num quarto às escuras durante alguns minutos, fora da
atenção do dono). Recompense o bom comportamento com atenção e guloseimas
(frutas frescas).
Em última instância
pode-se recorrer aos medicamentos psicotrópicos para acalmar o comportamento
negativo da ave (prozac por ex). Algumas Calopsitas reagem muito bem, outras
reagem mal e outras nem sequer lhes faz nada. Portanto caro leitor, estamos
perante um problema complexo. Afinal não é só o piolho que faz cair à pena!
Pouco se investiga nesta área (claro que muito menos em nosso país!). Colabore
diretamente com o seu veterinário em busca da melhor solução.
ÁCAROS DE TRAQUÉIA
.Bernardino
Consultor Técnico COBRAP - www.cobrap.org.br
Membro do Grupo - Sítio dos Carduelis - carduelis@grupos.com.br
Colaboração : Dr. Daniel Mendoza - Med. Veterinário - Argentina
Consultor Técnico COBRAP - www.cobrap.org.br
Membro do Grupo - Sítio dos Carduelis - carduelis@grupos.com.br
Colaboração : Dr. Daniel Mendoza - Med. Veterinário - Argentina
Os Acáros de
Traquéia(S.Tracheacolum) são pequenos parasitas, especialmente das vias
respiratórias superiores, que podem ser vistos até mesmo à olho nu ou com
auxílio de uma lupa. Irritam a mucosa das àreas que atacam tais como: traquéia,
pulmões, sacos aéreos, chegando mesmo à atingir os ossos pneumáticos...
Eles ao atacarem essas àreas nas quais se instalam, produzem lesões pois, alimentam-se de sangue(HEMATÓFAGOS), causando patologias por si só e abrindo caminho para infecções por bactérias, vírus, fungos e mycoplasmas oportunistas. Quando da incidência desse problema deve-se melhorar o sistema de ventilação pois, com uma melhor ventilação, melhoramos a aeração e circulação de ar eliminando partículas em suspensão no ar do criadouro. Os ácaros em um criadouro podem ser trazidos por aves novas introduzidas¹ e que não tenham sido submetidas à quarentena em ambiente separado do criadouro ou por correntes de ar mal distribuídas ou podem existir naturalmente no ambiente, onde alimentam-se de detritos e de maneira oportunista, podem infectar as aves. Um excesso de população também pode levar à problemas de má qualidade do ar pois, aumenta a quantidade de partículas em suspensão no ar do criadouro. Uma forma de tratamento é o uso da Ivermectina(Ivomec® ) e outro método é o uso de inseticida aerosol à base de piretrinas, tipo SPB® . O inseticida deve ser desse tipo pois, é menos tóxico. O método é simples, coloca-se a(s) ave(s) em uma gaiola, cobre-se a gaiola e aplica-se um ou dois jatos do inseticida dentro da gaiola para que a(s) ave(s) inalem o produto durante uns cinco minutos. Esse método mostra-se eficiente, especialmente como tratamento de emergência em aves já parasitadas por ácaros.
Eles ao atacarem essas àreas nas quais se instalam, produzem lesões pois, alimentam-se de sangue(HEMATÓFAGOS), causando patologias por si só e abrindo caminho para infecções por bactérias, vírus, fungos e mycoplasmas oportunistas. Quando da incidência desse problema deve-se melhorar o sistema de ventilação pois, com uma melhor ventilação, melhoramos a aeração e circulação de ar eliminando partículas em suspensão no ar do criadouro. Os ácaros em um criadouro podem ser trazidos por aves novas introduzidas¹ e que não tenham sido submetidas à quarentena em ambiente separado do criadouro ou por correntes de ar mal distribuídas ou podem existir naturalmente no ambiente, onde alimentam-se de detritos e de maneira oportunista, podem infectar as aves. Um excesso de população também pode levar à problemas de má qualidade do ar pois, aumenta a quantidade de partículas em suspensão no ar do criadouro. Uma forma de tratamento é o uso da Ivermectina(Ivomec® ) e outro método é o uso de inseticida aerosol à base de piretrinas, tipo SPB® . O inseticida deve ser desse tipo pois, é menos tóxico. O método é simples, coloca-se a(s) ave(s) em uma gaiola, cobre-se a gaiola e aplica-se um ou dois jatos do inseticida dentro da gaiola para que a(s) ave(s) inalem o produto durante uns cinco minutos. Esse método mostra-se eficiente, especialmente como tratamento de emergência em aves já parasitadas por ácaros.
Os principais
sintomas são :
Dificuldade
respiratória.
Tosse e a ave emite
sons como gemidos, dando a impressão que está engasgada.
A ave perde a
voz.
A ave abre muito o
bico e limpa-o constantemente no puleiro.
Em casos de
infestação extrema pode ocorrer a morte da ave por asfixia mecânica.
As formas de se
evitar esse tipo de "inimigo" da saúde nossas aves são:
Um bom manejo
higiênico do criadouro.
Quarentena de novas
aves.
Aplicação de
produto preventivo como por exemplo, a Ivermectina, que combate não só o ácaro
de traquéia mas, também outros endo e ectoparasitas.
Boa ventilação e
renovação do ar mas, sem correntes de ar passando diretamente pelas gaiolas
pois, essas correntes podem carrear àcaros e outros agentes infectantes.
Isolamento de aves
infestadas do ambiente do criadouro aliás, para qualquer patologia deve-se
retirar o indivíduo do criadouro.
Eliminação das aves
mortas, de preferência incinerando-as.
É posível que a
água de bebida seja uma fonte de infestação portanto, temos que ter cuidado com
a higiene dos bebedouros.
Minha experiência
com Acáros de Traquéia:
Vou descrever a
experiência mais recente acontecida no Criadouro de Canários de um amigo.
Algumas aves começaram à tossir e agirem como se estivessem engasgadas.
Passados alguns dias 06 aves morreram. Ele ligou relatando-me o fato e como não
podia, naquele momento, ir até o seu criadouro, o aconselhei á levar 02 aves
que apresentavam os mesmos sintomas à um veterinário, nosso conhecido, que tem
especialidade em aves. O diagnóstico² foi, acáros de traquéia. O tratamento
recomendado foi o uso do SBP®, como descrito acima. Agora estamos fazendo
também uma nova aplicação da Ivermectina³, fazendo a aplicação, repousando 15
dias e repetindo a aplicação. Os grandes vilões nesse caso foram encontrados:
1 - Excesso de aves
no criatório.
2 - Má
ventilação.
Esse problemas são
facilmente resolvidos com a diminuição da população de aves no criadouro (ou
aumnto do criadouro em si para comportar a população requerida) e com uma
melhoria da circulação do ar.
Conclusão
Devemos ter cuidado
com o manejo e sanidade de nossos plantéis e criadouros pois, descuidos e falta
de atenção para detalhes como: a correta ventilação, higiene, quarentena ,etc;
podem ser o diferencial entre o fracasso e o sucesso na criação. Devemos sempre
procurar orientação profissional pois, teremos maior precisão no diagnóstico e
no tratamento, conseguindo assim, melhores resultados e eliminando os agentes
causadores das anormalidades e patologias.
Notas :
1 - Além dos
passeriformes também afetam outras espécies como pinzones, agapornis e outros
psitacídeos. Não é recomendável ter várias espécies em um mesmo ambiente se
pretendemos realizar uma quarentena rigorosa.
2 - Seria
interessante também realizar um diagnóstico diferencial para o Syngamus
trachea(verme vermelho de traquéia), para ter-se precisão no tratamento. Se bem
que o tipo de tratamento é o mesmo para ambos os parasitas, apesar da menor
gravidade com relação ao S.trachea por tratar-se de um nematóide.
3 - Com relação à
dosagem específica da Ivermectina, existem estudos que dizem que não devemos
ultrapassar 0.1ml/kg. Existem relatos de que o uso em dosagens incorretas pode
causar cegueira em bois, cães, e tem sido observada em aves pequenas. Mas, o
que temos observado na prática em anos de criação de canários é que não houve
um único caso desses em vários plantéis.
AEROSACULITE - UMA DOENÇA QUE INFLAMA OS SACOS AÉREOS
Uma doença perigosa. Assim é a
“aerosaculite” – uma moléstia que acomete as aves e deve ser evitada e
tratada com toda atenção pelo criador. As aves possuem pulmões
relativamente pequenos, intimamente associados a bolsas membranosas de
paredes muito finas, os chamados sacos aéreos. São em número
variável, basicamente doze, distribuídos por todos os espaços vazios do
corpo, inclusive dos ossos.
Participam do
mecanismo respiratório e de outros processos (canto, exibições do macho,
etc.), sendo que nas aves, a respiração se processa mediante um contínuo
movimento de ar, sem uma pausa, como nos mamíferos. Assim, devido à
eficiência do aparelho como um todo, tudo que é inalado atinge
rapidamente o sistema interno. Se a calopsita estiver debilitada, agentes
infecciosos que penetrarem neste sistema, pode provocar doenças. À
inflamação dos sacos aéreos dá-se o nome de “aerosaculite”.
As causas podem ser
diversas, entre elas a inalação de gases irritantes (desprendidos de
produtos químicos, desinfetantes, etc.), ácaros e agentes infecciosos como
vírus, bactérias (Salmonella, Mycoplasma) e fungos (Aspergillus, Candida).
Os sinais, nos casos agudos, são abatimento, perda do apetite, corrimento
nasal e respiração difícil e ruidosa, com balanço de causa acompanhando-a.
Nos casos crônicos,
a doença pode estar associada à apergilose (infecção causada por fungos) e
ter longa duração, causando à ave emagrecimento e enfraquecimento geral.
Para o tratamento é preciso conhecer-se a causa e administrar os
medicamentos corretos. Contra os agentes infecciosos citados, a medicina
veterinária recomenda o uso de antibiótico de largo espectro, a base
de Tilosina ou de Cloranfenicol.
A administração, de acordo com veterinários, deve ser feita durante 5
dias, seguida de 7 dias de repouso com o emprego de um polivitamínico e,
novamente por mais 5 dias seguidos. As doses e o número de administrações
deve ser observado rigorosamente, bem como é fundamental ao criador ter a
certeza de que a ave doente está ingerindo devidamente o medicamento, caso
este não seja dado diretamente no bico
.ARTRITE
É um inchaço nas
articulações, particularmente nas asas e patas, estando a ave constantemente no
fundo da gaiola.
Causas: hereditariedade, aviário úmido ou deficiência na alimentação.
Tratamento: lavar as áreas afetadas com um desinfetante próprio diluído em água e aplicar uma pomada adequada.
Causas: hereditariedade, aviário úmido ou deficiência na alimentação.
Tratamento: lavar as áreas afetadas com um desinfetante próprio diluído em água e aplicar uma pomada adequada.
Fornecer verduras.
ASPERGILLUS SP.
O agente mais comum
na aspergilose e encontrado com freqüência em psitacídeos é o Aspergillus
fumigatus, também merecendo destaque o A. flavus e A. niger. Estes
fungos podem permanecer como saprófitas no organismo das aves saudáveis e
sob condições propícias determinar doenças respiratórias graves. A
aspergilose é freqüente em aves de vida livre que são levadas para o
cativeiro.
A infecção é
ocasionada pela inalação de esporos e hifas ou ainda, ingestão de alimento
e água contaminados. O grau de exposição ao agente, idade, e imunidade
do hospedeiro são fatores importantes para o início e gravidade da doença.
São fatores que contribuem para aumentar a susceptibilidade à infecção:
doenças crônicas, lesões traumáticas, desnutrição, deficiência vitamínica
(principalmente hipovitaminose A), freqüente inalação de fumaça de cigarro
e o uso prolongado de antibióticos. Facilitam o crescimento do agente,ambientes
com temperatura elevada, ventilação insuficiente e umidade elevada.
Duas formas da
doença são reconhecidas, a aguda e a crônica. A forma aguda é freqüente em
aves de vida livre, mas também ocorre em psitacídeos cativos e outras aves.
É decorrente da inalação de grande quantidade de esporos em ambientes
pouco higiênicos. A forma crônica é a mais comum em psitacídeos e ocorre
geralmente após situações de estresse ou imunossupressão. O animal
debilitado, mesmo inalando pequenas quantidades de esporos, não está com
seu sistema imunológico competente para combater a infecção, iniciando
a doença. O agente penetra na mucosa do trato respiratório superior e
forma micélios a partir das hifas e esporos inalados, determinando intensa
descamação e necrose epitelial, associada a um infiltrado inflamatório de
heterófilos, linfócitos e macrófagos na lâmina própria. É comum o fungo
atingir o trato respiratório inferior, principalmente pulmões e sacos
aéreos, penetrando na parede dos brônquios e parênquima, onde se
multiplica e se dissemina.
A grande exsudação
tecidual juntamente com hifas radiantes pode bloquear a passagem de ar e
preencher os sacos aéreos e formar granulomas, focos necróticos e
placas esbranquiçadas. As extensas placas podem determinar pleurisia,
hepatização pulmonar,microabscessos, espessamento dos sacos aéreos, necrose
superficial das vísceras e formação de abscessos principalmente no fígado,
pulmões, rins, intestinos e gônadas. Pode ocorrer disseminação hematógena
para outros órgãos, como SNC (sistema nervoso central), ossos pneumáticos,
glândula adrenal e coluna vertebral. As primeiras lesões são
geralmente localizadas em locais com alta tensão de oxigênio e baixo
suporte sangüíneo, preferencialmente sacos aéreos e grandes vias aéreas e
siringe.
As lesões e sinais
clínicos dependem do curso da infecção, órgãos afetados e número de
esporos inalados. Na forma aguda há rápida e massiva colonização dos pulmões e
estes se tornam totalmente infiltrados por pequenos granulomas difusos. A
sintomatologia pode serinespecífica, incluindo perda de peso, dispnéia,
prostração, anorexia e diarréia; se o SNC for afetado ocorre
sintomatologia nervosa e advém a morte. A sintomatologia mais comum é uma
dispnéia intensa com rápida piora e morte. Pode ocorrer retardo no crescimento
das aves jovens e, se expostas a grande quantidade de esporos, podem
morrer sem qualquer sintomatologia.
Na forma crônica,
os sinais variam conforme a localização e extensão da lesão, sendo comum
dispnéia, taquipnéia, intolerância a exercícios, inapetência, perda de peso,
diarréia, poliúria, depressão e sinais nervosos. Os sinais clínicos podem
ser imperceptíveis nos casos em que a doença tem progressão lenta.
Podem ocorrer
lesões localizadas na traquéia, brônquios e seios nasais. Na traquéia
e brônquios os micélios penetram na parede e juntamente com as células
inflamatórias formam cáseos e nódulos granulomatosos. A siringe é um
desses focos de infecção primária, podendo ocorrer oclusão parcial ou
total do lúmen respiratório e conseqüente mudança ou perda da voz,
dispnéia e morte.
Na necropsia os
nódulos aspergílicos são visíveis e às vezes é possível ver
extensas placas aveludadas esbranquiçadas sobre o pulmão, sacos aéreos e
outros órgãos.
Histologicamente
são observados múltiplos focos contendo hifas, circundados por hemorragia,
infiltrado inflamatório heterofílico, mononuclear e células gigantes.
O diagnóstico
definitivo é feito através da cultura, citologia, biópsia ou
exame histopatológico. O exame radiográfico e endoscópico permite
visualizar os nódulos aspergílicos nos casos crônicos. Deve-se fazer o
diagnóstico diferencial da tuberculose, poxvirose e tricomoníase por causa
da semelhança entre as lesões.
O tratamento pode
ser tópico pela irrigação nasal, aplicação de antifúngicos diretamente nos
sacos aéreos ou nebulização e parenteral, pela administração oral ou
injetável de medicamentos. Em casos graves, a anfoterecina-B é recomendada
por causa do seu efeito fungicida. Apresenta como desvantagem a estreita
margem de segurança e necessidade de aplicação endovenosa. Pode ser
associada a esta a fluorocitosina. O itraconazol, fluconazol e flucitosina
são fungistáticos usados por via oral e precisam ser administrados durante
semanas a meses para surtirem efeito. Destes, o itraconazol tem sido o
fungistático mais utilizado no tratamento da aspergilose. No tratamento
tópico pode-se utilizar a anfoterecina-B, miconazol, clotrimazol e
enilconazol.
ÁCAROS E PIOLHOS NAS CALOS(Doença)
As calopsitas, assim como outras aves, podem ser parasitadas por ácaros
e piolhos. Os ácaros das penas, como o próprio nome diz, vivem entre as
bárbulas ou no interior do cálamo, perfurando-os e causando irritação à pele.Causam grande desconforto, predispondo a ave a apresentar problemas de bicagem de penas, quando a infestação é intensa.
Já os ácaros vermelhos são os responsáveis pela ocorrência de problemas na estação reprodutiva. Apresentam cor acinzentada e, quando cheios de sangue, tornam-se avermelhados. Durante o dia, vivem escondidos nas frestras e buracos das paredes dos viveiros, nos encaixes dos poleiros e nas molas das portas dos gaiolões, locais onde depositam seus ovos. São os ninhos, entretanto, os lugares mais visados pelos parasitas. Quando o ataque é intenso, facilitado por condições adequadas à sua proliferação (falta de higiene no ninho), pode obrigar a fêmea a abandoná-lo. Os filhotes são extremamente atacados, podendo, inclusive, morrer por anemia.
As aves silvestres que costumam freqüentar o aviário podem introduzir os dois tipos de ácaros, devendo, portanto, ser afastadas. Ao final da estação reprodutiva deve-se remover os ninhos, lavá-los e pulverizá-los com produtos que eliminem os parasitas, como, por exemplo, inseticidas piretróides, que são de baixa toxidez. As paredes, poleiros e demais instalações também devem ser pulverizados, pois esses parasitas podem permanecer vivos durante quase um ano sem se alimentar. As aves atacadas também devem ser pulverizadas com cuidados, tomando-se a precaução de proteger a cabeça das mesmas.
Os piolhos que atacam as aves são do tipo mastigadores, isto é, alimentam-se de fragmentos de penas e pele que mastigam com seu aparelho bucal. Também causam grande irritação à pele. Os tratamentos preventivos e curativos são os mesmos descritos para os ácaros.
Existem, ainda, insetos (dípteros), conhecidos como alma-de-pombo, pequenas moscas hematófagas que normalmente não parasitam os psitacídeos. Entretanto, em criações onde predomina a falta de higiene, podem aparecer em grande quantidade, prejudicando as aves, principalmente os filhotes.
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