domingo, 14 de outubro de 2012

COLIBACILOSE


·         Uma das doenças que podem provocar diarréias e também é muito complicada, causando muitas mortes em aves, principalmente nos filhotes é sem dúvida a Colibacilose, provocada por uma bactéria que se chama Escherichi coli, normalamente encontrada nas fezes dos animais, e muito presente em recintos com pouca higiene, porém por sorte nossa, está presente em apenas um recinto, não tendo caráter epidêmico...
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SINTOMAS: Na forma mais aguda é uma doença que tem uma evolução extremamente rápida, e seus agentes biológicos atingem varios órgãos ao mesmo tempo, e o principal deles é o oviduto, causando sérios problemas de ovipostura, e contaminando o ovo, ainda dentro da femea, e como conseqüência a morte do embrião ainda no ovo e semi formado.
Pode também atingir o pulmão causando sérios problemas respiratórios e é bem complicado: quando vem associada a uma micose, principalmente quando esta micose é a aspergilose, pois além da pneumonia, causa artrites, inflamações nos pés, (pododermatites), levando o animal adulto a morte muito rapidamente.
Outro detalhe é que também por sorte nossa, a colibacilose não é sempre tão aguda e violenta, apresentando na maioria das vezes, apenas a diarréia que nestes casos é bem fétida, amarelada e pastosa, e seu principal sinal clínico, é animal abatido, com arrepiamento das penas, e bebendo água com muita abundância, coisa incomum nas Calopsitas, e nestes casos ode ser confundida com a Diabetes. Nos filhotes, morrem na maioria das vezes, na fase aguda e inicial, e recuperação é muito difícil, mesmo que atualmente temos na terapêutica, uma gama muito grande de medicamentos que a combatem.
·         CAUSAS: A doença normalmente e transmitida pelas fezes e água de beber e na ração, principalmente nas aves que tem hábito de defecar sobre a comida. Outro problema de contaminação são as verduras, que são tratadas e cultivadas com esterco de curral ou águas de córregos contaminados com esgoto, ainda hoje muito comuns nas grandes cidade e muitas vezes, quanto mais bonita e desenvolvida a verdura, mais contaminada é. A doença toma posse com mais rapidez, quando além da contaminação, animais passam por estresse de médias a grandes proporções.

·         TRATAMENTOS: O tratamento mais eficaz sem dúvida na terapêutica moderna, a feita com uso de Tetraciclinas e neomicinas, podendo ser associadas ao cloranfenicol e também com Sulfas. Para que sejam potencializados os tratamentos, devemos fazer um reforço orgânico dos animais com medicamentos que tem como base os Complexos B e também usar os Lactobacilos vivos e nos casos de Calospitas, este último, não pode passar de 5 dias.

CORIZA INFECCIOSA


Doença altamente contagiosa afeta aves em todas as idades, sendo a vacina a forma mais efetiva de controle.
Ataca principalmente as vias aéreas e seus sintomas são espirros, conjuntivite, inchaço facial (sinusite). Evitar correntezas de ar e friagens pois costumam agravar os sintomas.

CAPILLARIA SP ( CAPILARIOSE )


·         Muitas espécies de Capillaria que infectam o trato gastrintestinal das aves apresentam ciclo direto, outras apresentam poliquetas como hospedeiro intermediário. Os vermes adultos podem penetrar na mucosa do trato digestivo, determinando hemorragia de mucosa e lesões diftéricas em infecções maciças. 
Alguns capilarídeos parasitam o trato digestivo superior (galináceos) causando lesões diftéricas na boca, faringe, esôfago e inglúvio de algumas espécies.
·         Os sinais clínicos podem ser diarréia, perda de peso, anorexia, penas arrepiadas, depressão, vômito e anemia. Os achados necroscópicos mais freqüentes são enterite hemorrágica, atrofia da musculatura peitoral e plumagem descolorida decorrente da má absorção dos nutrientes promovida pelas lesões nas mucosa intestinais. O curso da doença pode ser breve com morte súbita, mas o mais comum é a forma crônica e debilitante.
·         O diagnóstico é feito pela visualização de ovos bipolares característicos no exame de fezes; pela necropsia, quando se vê vermes filiformes aderidos na mucosa do trato digestivo; e no exame histológicos, que demonstra uma enterite hemorrágica e estruturas compatíveis com ovos e formas adultas de Capillaria sp, e resposta inflamatória predominantemente mononuclear, característica de um processo crônico.
·         Como medida preventiva, o ambiente deve ser desinfetado e o substrato do piso deve ser removido, pois os ovos ficam viáveis no ambiente por muitos meses.
·         A capilariose é um problema comum em zoológicos e criadouros, sendo condições propícias à parasitose a superpopulação de aves em viveiros, más condições higiênicas ambientais, viveiros mal planejados e persistência dos ovos no meio. A capilariose é uma das causas mais freqüentes de morte de ranfastídeos (tucanos e araçaris) em zoológicosbrasileiros. Causa também elevada mortalidade de psitacídeos. A capilariose é menos freqüente em psitacídeos de estimação e mais comum em galináceos, que estão em contato direto com o piso.
·         Muitas drogas têm sido utilizadas para o controle destas infestações, tais como o mebendazol, fenbendazol, albendazol, levamisol, ivermectina, pamoato de pirantel e praziquantel, contudo, o efeito nem sempre é o esperado, talvez porque algumas espécies de Capillaria estejam resistentes aos anti-helmínticos usuais ou porque a forma de administração não esteja possibilitando níveis terapêuticos. O fenbendazol e o levamisol têm sido utilizados com mais sucesso. Quando a necrose da mucosa intestinal é extensa, o tratamento énormalmente pouco eficiente. A experiência clínica indica que os anti-helmínticos devam ser administrados em doses maiores e por maior período para surtir efeito nos ranfastídeos. A
·         desverminação é mais bem conduzida em sistema de isolamento das aves parasitadas para evitar a reinfecção. A administração de vermífugo só deve ser suspensa após sucessivos exames de fezes negativos, indicando sucesso terapêutico.

CONJUNTIVITE NOS CALOPSITA


As aves infectadas normalmente mostram vários graus de espessamento duro crescimentos em torno dos olhos. Em casos extremos, esses crescimentos podem cobrir completamente os olhos.Os olhos são muitas vezes avermelhados, lacrimejantes também...
Aves com conjuntivite também podem sofrer de problemas respiratórios associados, o que pode resultar em morte. (Consulte a foto em baixo)
·         A conjuntivite pode ser causada por uma série de fatores, incluindo ferimentos, bactérias, fungos, nematóides e protozoários. O teste diagnóstico é necessário determinar exatamente o que faz com que cada caso de conjuntivite.

CANDIDIASE


·         A Candidiase é uma doença que tem feito muitos estragos nas criações de aves em geral, e, muito especialmente, na de pássaros de médio e pequeno porte. É causada por um fungo que tem o nome de “Candida Albicans”. Aparece de quando em vez em qualquer tipo de criadouro, mesmo naqueles que seguem padrões de higiene, mas que se esquecem, porém, de alguns detalhes.
Acontece quase sempre em casos individuais e por sorte nossa, raramente, aparece como uma Pandemia ou surto. É caracterizada pelo aparecimento de pequenas placas algodoadas, nas laterais dos bicos, na cavidade da boca ou até mesmo nos papos das aves. É uma doença muito parecida com as que ocorrem no ser humano, que nestes casos são popularmente chamadas de sapinho, muito comuns em crianças que tomam mamadeiras e estas não sofrem processo de desinfecção corretamente.
·         Quando acontece nos cantos dos bicos e até mesmo na cavidade bucal, seu tratamento pode ser iniciado por uma raspagem, que se bem criteriosa, retirando toda a placa, poderá haver uma cura com mais eficiência. É uma doença muito comum em aves que passaram por um processo agudo de estresse, por muda, viajem longa, sustos com predadores, ou troca simples do tipo de alimentação, e o mais comum, em aves debilitadas por qualquer enfermidade infecciosa, cujo tratamento foi feito com uso de antibióticos por tempo muito prolongado. É a doença que tem matado muitos beija-flores que são alimentados artificialmente com bebedouros contendo água açucarada, e como disse, não são limpos adequadamente, formando placas de fungos nos bicos destes bebedouros, por onde pássaros introduzem a língua para captura do líquido e nestas maravilhas da natureza, o tratamento é muito dificultado por razões óbvias.
·         Tratamento: nas aves maiores o tratamento é relativamente fácil, começando por uma criteriosa raspagem das colônias de fungos, presentes, nos cantos dos bicos, ou dentro da cavidade bucal, já quando nos papos esta manobra é praticamente impossível. Hoje a terapêutica nos ajuda muito, pois além de bons resultados com Nistatina, temos excelentes resultados com Azul de metileno e centenas de outros antifúngicos de uso local ou oral

• COCCIDIOSE, UMA DAS PIORES DOENÇAS QUE AFETA AS AVES


·         A Coccidiose talvez seja uma das doenças que mais causam prejuízos aos criadores profissionais de psitasídeos.
É uma doença muito carreada por aves columbiformes, que costumam serem visitantes usuais de nosso criatório ou terreiro, e têm presentes nos seus tratos digestivos, mais freqüentemente nos intestinos delgados, os coccideos e está presente em todos os continentes do Mundo.
·         Atacam tantos as aves silvestres que vivem soltas, como as que vivem em cativeiro...
Esta Protozoose tem como principais responsáveis as eimérias e as isosporas, que se instalam em qualquer criatório, ainda mais nos que tem higiene deficitária, ou em aves que são submetidas a estresse alto, causando grandes prejuízos aos seus criadores.
·         Uma profilaxia legal contra a instalação desta doença é a higiene rigorosa, artefatos para afastarem as aves (pombas) de visitarem criatório, evitar de receber visitas de estranhos, principalmente com roupas muito coloridas, manter a alimentação balanceada principalmente em relação a vitaminas e entre estas a mais importante que é a vitamina A.
·         A maneira mais usual das aves se contaminarem são os bebedouros onde aves defecam e deixam os oocistos dentro, e ao beberem desta água, se contaminam. A coccidiose que é provocada como dissemos pela Eimeria e Isospora, é uma doença muito complicada e debilitante aguda, pois estas ao se instalarem no trato intestinal, causam lesões que não permitem que as paredes absorvam os nutrientes usados nas dietas, causando fraqueza progressiva.
·         Sintomas: diarréias sanguinolentas, iniciando como umas fezes muito brancas e partindo para coloração vermelhada com sangue. Animal se apresenta muito fraco, equiterícia progressiva, problema de reprodução, com sensível diminuição de ovos e até mesmo ausência destes, alta mortalidade dos adultos e principalmente dos filhotes.
·         Diagnostico em exames de fezes coletados em dias alternados e muito eficiente para este diagnóstico é uso de Necrópsia, onde se constatam nos tratos intestinais, os vermes agregados a mucosa interna deste trato. Uma coisa muito interessante e que ajuda bastante os criadores, é que a ingestão continuada em pequenas quantidades de oocistos, imunizam as aves desta doença, tornando as resistentes aos cistos e a doença.
·         Para nossa sorte, hoje é uma doença muito estudada e as industrias farmacêuticas se voltaram muito para a pesquisa desta doença, e temos hoje uma riqueza enorme de medicamentos até relativamente baratos para o seu tratamento, que são os Coocidostáticos ou Coccidas que podem ser fornecidos na água de beber, pingados nos bicos ou misturados a ração das aves.
·         Uma outra coisa interessante que aprendi com Dr. Messias, um dos maiores Médicos Veterinários deste pais, é que quando a infestação de Coocidiose é muito pequena, não se deve medicar as aves, e ele me responde quando fiz pergunta apressada: “Meu filho, nunca se esqueça disto, estamos aqui, quando veneno para combater venen, a presença de pouca quantidade de Ooocistos, vão provocar reação espontânea nas aves, que lhe servirão como vacinas e disto nunca mais esqueci.
·         Tratamentos a base de Sulfas específicas, dieta equilibrada, vitaminas A, E e D e complexo de Vitaminas onde contenham o complexo B.

BICO E PENA


Doença de Bico e Penas (PBFD) é uma doença crônica caracterizada pela distrofia e perda de penas associada à deformidade do bico e, em última instância, à morte. É causada por um DNA vírus pertencente à família Circoviridae. A doença tem sido descrita por todo o mundo, sendo que a maioria das espécies de papagaios, araras e pombos são altamente suscetíveis a este vírus. Recentemente foi descrita a infecção de Ring Necks e Periquitos por este vírus na África do Sul. A Doença de Bico e Penas infecta geralmente aves com menos de 3 anos de idade.
O vírus é transmitido da mãe para o ovo ou diretamente aos filhotes. Partículas virais podem ser disseminadas através de escamas das penas, transportadas por correntes de ar, fezes secas ou mesmo através da roupa dos tratadores. Materiais para a formação do ninho, alimentação, utensílios de alimentação, redes etc, são facilmente contaminados por este vírus. Uma vez que as partículas virais podem permanecer viáveis no ambiente durante meses, após a primeira ave infectada há um grande potencial de infecção generalizada no plantel. O primeiro sinal clínico da doença é o aparecimento de necrose nas penas. Grande parte das aves infectadas pela Doença de Bico e Penas podem morrer entre 6 e 12 meses após o início dos sinais clínicos.
No entanto, existem relatos de aves que sobrevivem por 10 a 15 anos, tornando-se portadores crônicos da doença. A morte ocorre geralmente por infecções secundárias de bactérias, parasitas, clamidiose ou outras infecções virais. Deve-se suspeitar de Doença de Bico e Penas em qualquer ave que apresentar perda progressiva das penas ou desenvolvimento anormal das penas. O teste molecular (DNA) é necessário para excluir outras doenças que também levam ao desenvolvimento anormal das penas, como traumas, infecção dos folículos das penas por bactérias ou fungos, outras infecções virais, desnutrição, problemas hormonais ou outras reações adversas.
É aconselhável que a avaliação da presença do vírus seja realizada para qualquer aquisição ou adição de uma nova ave ao plantel, já que grande parte dos portadores da doença é assintomática e não apresentam nenhuma alteração visível nas penas. Ainda não é claro porque algumas aves se tornam portadoras da doença e outras não, porém mesmo que apenas uma ave portadora seja introduzida, o vírus pode disseminar-se e comprometer todo o plantel. Até pouco tempo atrás, o principal método de diagnóstico para a Doença de Bico e Penas era a pesquisa de partículas virais nas células do folículo da pena, o que exigia a biópsia cirúrgica das penas afetadas e seus respectivos folículos.Como a doença não afeta todas as penas ao mesmo tempo, este tipo de teste normalmente tem um alto grau de resultados falso-negativos devido à variação na amostragem. Através de testes moleculares (baseados na pesquisa direta do DNA viral) feitos no sangue da ave, uma fonte altamente homogênea da presença viral, a freqüência de resultados falso-negativos diminui significantemente. A alta sensibilidade e especificidade da PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) é outra vantagem do teste molecular na identificação de possíveis portadores da doença, que podem apresentar níveis muito baixos da presença viral.Além disso, para o diagnóstico molecular do vírus, é necessária apenas uma pequena quantidade de sangue, tornando a coleta simples e menos traumática, especialmente para filhotes e/ou aves pequenas. Sempre que houver um teste positivo para a Doença de Bico e Penas, é aconselhável repetir o teste após 90 dias do início do tratamento, pois é importante assegurar-se que a ave não se tornou um portador crônico da doença disseminando o vírus no plantel. Além disso, uma vez que o vírus sobrevive facilmente no ambiente, os testes moleculares podem ser utilizados para testar amostras de fezes ou escamas de penas retiradas das superfícies do ambiente, a fim de monitorar e impedir a propagação da doença.

·         Epidemiologia: Mundialmente distribuído.
·         Utilidade: Confirmação do agente causador da doença; Monitoramento da saúde do plantel; Diminui o tempo necessário para confirmar o diagnóstico clínico de infecção pelo vírus. Assegura que o plantel está livre do agente. Prevenção precoce da propagação desta bactéria no plantel. Minimiza a exposição humana ao vírus. Monitoramento de segurança para vacinas e produtos biológicos derivados de aves.
·         Amostra: 0,5 ml de sangue total em EDTA ou ACD; 0,5 ml de fezes; suabe de cloaca; suabe da superfície de fígado, baço ou rim; 0,5 ml de tecido fresco, congelado ou fixado.